Good Doctor: House virado do avesso?

Good Doctor: House virado do avesso?

A série Good Doctor, com Freddie Highmore no papel principal do Dr. Shawn Murphy, é criada por David Shore, o criador da célebre série House, com Hugh Laurie. As semelhanças entre as duas séries são tais (a começar pelo facto de serem séries “médicas”, quase inteiramente passadas em ambiente de hospital) que é frequente perguntarem a Shore se isso é intencional, ao que ele responde algo como “qualquer semelhança é pura coincidência”. Claro que, na aparência, um médico misantropo e antissocial e um cirurgião autista pouco têm a ver. Mas a verdade é que é perfeitamente legítimo fazermos uma comparação entre as duas séries.

Um médico com capacidades únicas de diagnóstico

O facto de Murphy ser cirurgião não apaga aquilo que é único na personagem, e que a distingue: as suas capacidades de diagnóstico. Quando mais ninguém tem a solução, pode contar-se com Murphy para encontrar uma.

Raciocínio e inteligência em geral

House contava também com capacidades extremas de inteligência e raciocínio, com uma mente dedutiva capaz de fazer as mais remotas associações, embora geralmente chegasse ao diagnóstico correto por indução. Era brilhante a analisar as características físicas e psicológicas de alguém quase só por uma simples análise superficial. Era até capaz de contar cartas a jogar poker com os amigos, para conseguir aquela vantagem extra; só faltou que se tivesse tornado apostador profissional, como o célebre Paulo Rebelo (visite o site ApostasBrazil para saber mais sobre apostas desportivas online).

Ora, este tipo de raciocínio que mais ninguém consegue é também uma das capacidades de Murhpy, por via do seu savantismo (uma condição médica que leva as pessoas a acumular conhecimento) associado ao autismo, que o deixa frequentemente a viver num “mundo” só seu.

Não interessa o que outros dizem

Eis outra semelhança entre ambos: a indiferença à opinião dos outros. Em geral, House não só não se interessava com a opinião que os outros pudessem ter dele como até se comprazia em provocá-los (o que lhe provocou sérios problemas, nomeadamente na temporada 3 com o detetive Tritter). No mesmo sentido, e em grande parte por causa do seu autismo, Murphy está totalmente alheado em relação à opinião dos outros sobre ele.

O tema da mentira

“Toda a gente mente” (everybody lies) era um dos lemas de House, ao longo de todas as oito temporadas da série. O tema da mentira também aparece aqui, retratado com frequência, embora neste caso “virado do avesso”: mais uma vez por causa do autismo, Murphy tem uma total incapacidade para mentir.

A vida, com um hospital como pretexto

Ambas as séries de David Shore tomam a vida hospitalar como mero pretexto para abordar os temas mais difíceis: a discriminação, a ambição, o amor e a atração, e até a vida e a morte. Será realmente caso para nos perguntarmos se o próprio nome da série (“Good Doctor”, o médico bom) não será apenas uma resposta ao “médico mau” que era House…

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