JOANA BELO – ACTRIZ

joana beloBy Ana Carrilho (ana.carrilho@portugalfantastico.com)

Á conversa com Joana Belo, actriz revelação vencedora dos prémios CinEuphoria 2013 na categoria de melhor actriz em curta-metragem no filme “Os Últimos Dias

 

PF –– Joana, com a informação que estás numa companhia de teatro á 4 anos e estares a crescer como actriz, qual é a tua opinião sobre a nova geração de actores que não têm formação?

JB– Sendo uma actriz não formada, penso que o que realmente importa, tanto num actor formado como não formado, é que façam um bom trabalho. Acho que o trabalho de um actor passa por transmitir ao público todas as emoções e toda a realidade do acontecimento, é fazermos com que o nosso público sinta que o que estamos a fazer é real, se o “público” sentir isto podemos considerar-nos bons actores, tanto tendo formação como não, talvez existam actores com formação que não nos transmitam essa perspectiva e outros que não tenham qualquer formação que consigam transmitir isso ás pessoas. Acho que tanto nesta profissão como em qualquer outra temos de gostar realmente do que fazemos, pois quando não se faz aquilo que se gosta, nunca se faz um bom trabalho.

PF –Foi complicado vestir a pele do teu personagem, considerando que se trata de uma interiorização de um personagem com muito controlo e trabalhoso, e teres a idade que tens?

JB– Considero-me uma pessoa extrovertida e interpretar uma personagem como a “Luísa” foi totalmente o oposto, por vezes foi difícil, sendo a Luísa uma pessoa infeliz, antipática e reservada, mas o desafio de ser actor é mesmo esse, é interpretar personagens que são o nosso oposto. Quando interpretei esta personagem tinha 14 anos e por coincidência a Luísa tinha precisamente a mesma idade e nesse aspecto tornou-se mais fácil, pois talvez tivesse a percepção das suas inseguranças.

PF –Gostaste de ver a tua interpretação no grande ecran?

JB– A curta-metragem “Os últimos dias” teve um grande impacto na minha vida, de um pequeno projecto, passou para um grande projecto, tendo em conta os prémios que já recebeu. Ver-me no grande ecrã foi de certa forma estranho, uma vez que nunca pensei chegar onde cheguei.

PF –Interpretar este personagem, ganhar o prémio de melhor actriz em curta-metragem, mudou alguma coisa nos teus dias?

JB– Este prémio apanhou-me de surpresa. E deixou-me bastante orgulhosa. Deu-me motivação para não desistir do meu sonho e fez-me perceber que quando trabalhamos e nos empenhamos conseguimos triunfar.

PF –Como foi a interação e o trabalho com actores de nome, como Paulo Matos, Elisa Lisboa e Maria José Pascoal?

JB– Adorei trabalhar com eles, são excelentes pessoas, muito profissionais. Devido à grande experiência que têm tornou mais fácil o nosso trabalho, visto que eles me ensinaram bastante. Foi uma excelente experiência.

PF –Sabes que é dificil fazer-se o que se gosta nos dias de hoje, vais insistir na carreira de actriz ou estás a pensar fazer uma carreira em outra área?

JB– Sim, realmente fazer o que se gosta hoje em dia é bastante complicado, eu quero apostar muito mais na minha carreira de actriz, pretendo fazer castings e tudo o que esteja ao meu alcance, para chegar a um nível estável na minha vida, se até á universidade não conseguir aí não terei outra hipótese se não tirar um curso noutra área, mas o que me vejo a fazer todos os dias como profissão é ser actriz e quero bastante sê-lo, pois é o que me faz feliz.

PF –Entusiasma-te a ideia de fazer carreira de actriz no nosso país?

JB– Portugal é um país espantoso e tenho pena que muitos talentos estejam perdidos nele, penso que se devia dar mais valor a esta área, visto que temos tanto potencial como qualquer outro país. Gostaria bastante de fazer carreira em Portugal, por ser o meu país.

PF –Achas que o talento é inato ou aprende-se?

JB– Nunca tive qualquer tipo de formação profissional, apenas integro um grupo de teatro amador há 4 anos. Considero que mesmo as pessoas não tendo talento inato podem trabalhar e aprender e ser tão boas ou melhores como as que têm um talento natural, pois estamos continuamente a aprender e é com essa aprendizagem que nos tornamos melhores profissionais e pessoas.

PF –Já estás a sonhar com um próximo trabalho em cinema?

JB – Com esta grande vitória, sinto-me mais confiante para lutar pelos meus sonhos. Sim, já estou a sonhar com um próximo trabalho em cinema. Fui convidada para uma outra curta-metragem e fiquei bastante feliz e como quando queremos uma coisa temos de lutar, eu lutarei para vingar neste mundo.

PF –Obrigada Joana pela simpatia e honestidade, desejamos-te muito trabalho e sucesso pela frente.

JB – Obrigada pela atenção, foi um prazer colaborar convosco.

 

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